Saber falar

01Jun10

Tem medo que não é igual pavor,
que é só uma falta de existência.
E se eu não souber perceber, sentir e falar,
posso acabar em silêncio,
mesmo quando não convém guardar.

Existe esse medo, cuja fala nem nasce,
as ideias dormem e as palavras também…
Sem saber, eu posso calar,
quando guardar não convém.

Aí, quando penso que todo amor será maior
se souber falar bem o que dorme na alma,
eu temo que haja algo agora
que, falar para você, eu ainda não saiba.

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2 Responses to “Saber falar”

  1. 1 Elton Pinheiro

    Obrigado pela leitura fina e rara.

    Estou lendo teus escritos…

    O poema [Saber falar] tem um assunto vasto, que encontra um porto no final da última estrofe, definitiva. No entanto, é no equilíbrio plástico da segunda estrofe que a força dessa questão aparece, e muito bem escrita, fazendo um alicerce na dúvida, da conveniência ou não da fala (que também é a do silêncio). A constatação que o poema traz, mesmo ela não resiste ao equilíbrio dessa estrofe do meio, que tem uma esperança; uma esperança nas palavras..


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